Botafogo alterna qualidade e apatia, goleia o Madureira e segue líder

Alvinegro mistura bons lances com momentos de dispersão e faz 4 a 1 no Engenhão, com gols de Herrera, Loco Abreu, Alessandro e Caio


No último domingo, o Botafogo teve a “ajuda” de dois gols contra para dar início à goleada sobre o Cabofriense. Nesta quarta-feira, também contou com a sorte ao se beneficiar de erros da defesa adversária para vencer por 4 a 1 o Madureira, no Engenhão, pela terceira rodada da Taça Guanabara. Mesmo com um jogador a mais durante todo o primeiro tempo, o Alvinegro teve uma atuação de altos e baixos, que irritou os pouco mais de 2 mil torcedores presentes ao estádio. O trio de ataque formado por Herrera, Loco Abreu e Caio, além do lateral-direito Alessandro, marcaram os gols do time de Joel Santana.

O resultado mantém o Botafogo na liderança do Grupo B da Taça Guanabara, com a melhor campanha no Campeonato Carioca. No entanto, tem um jogo a mais do que o Fluminense, que entra em campo nesta quinta. No próximo sábado, o Alvinegro volta ao Engenhão para enfrentar o OIaria, enquanto o Madureira enfrenta o Duque de Caxias fora de casa.

O Botafogo começou a partida investindo na velocidade e nos toques rápidos para chegar ao ataque. E quando Marcelo Mattos quase marcou um golaço logo aos 40 segundos, depois de dar dois lençóis em seus marcados, parecia que a noite seria tranquila. O Alvinegro chegava à frente com facilidade, mas desperdiçava algumas oportunidades.

Depois de perder duas boas chances, Herrera finalmente foi recompensado se aproveitando de um vacilo da zaga do Madureira. Lucas cruzou pela direita, e o zagueiro Victor Silva tentou cortar. O goleiro Cleber também se enrolou com a bola, que sobrou limpa para o argentino tocar para o gol vazio, fazendo 1 a 0 aos 14 minutos.

Se colocou o time em vantagem, o gol criou acomodação em excesso no Botafogo. O trio de zaga não se entendia, permitindo que o Madureira chegasse ao ataque sem ser incomodado. Até mesmo o goleiro Jefferson, conhecido por sua serenidade, mostrou irritação ao ver duas bolas tocarem o seu travessão e ser obrigado a uma grande defesa em chute à queima roupa de Adriano Magrão.

E quando a pequena torcida do Botafogo vaiava o time, irritada com os inúmeros erros de passe e as muitas falhas nas saídas de bola, mais um gol caiu do céu para o Botafogo pouco antes do intervalo. Após cruzamento na área, Antônio Carlos chutou, e a bola parou no braço direito de Douglas Assis. O árbitro não teve dúvidas em marcar pênalti e expulsar o zagueiro do Madureira. Loco Abreu cobrou e marcou o segundo do Alvinegro, aos 43 minutos.

O placar favorável não satisfez Joel Santana, que mostrou-se insatisfeito com a queda de produção do time ainda na primeira etapa. Por isso, retornou do intervalo com Caio no lugar do confuso zagueiro João Filipe, numa formação mais ofensiva. O atacante passou a atuar pelo lado direito, combinando jogadas com o lateral Lucas.

Com um jogador a mais e atuando num esquema bem mais ofensivo, o Botafogo tinha muita facilidade para chegar ao ataque. No entanto, a equipe ainda pecava muito no momento de concluir. Caio e Renato Cajá puxavam o time em velocidade, abrindo espaços para Herrera, Loco Abreu e até mesmo o meia Bruno criarem oportunidades.

Enquanto o Botafogo mostrava apatia com o passar dos minutos, o Madureira marcou o seu gol aos 29 minutos, com Rodrigo, que entrou na área livre de marcação. Para tentar dar mais gás à equipe, Joel Santana colocou Alessandro no lugar de Lucas e teve o coro de “burro” como resposta da arquibancada. Alex também substiuiu Herrera, mas foi o lateral-direito quem se destacou no final da partida. Depois de receber na direita, ele chutou forte e rasteiro. A bola passou entre as pernas de Cleber, aos 36 minutos. Para fechar a contagem, Caio marcou aos 43 minutos.

BOTAFOGO 4 X 1 MADUREIRA
Jefferson, João Filipe (Caio), Antônio Carlos e Márcio Rosário; Lucas (Alessandro), Marcelo Mattos, Bruno, Renato Cajá e Somália; Herrera (Alex) e Loco Abreu. Cleber, Douglas Assis, Victor Silva e Edmílson; Valdir, Vinícius, Michel (Abedi), Rodrigo e Da Costa (Nil); Maciel e Adriano Magrão (Caio Cezar).
Técnico: Joel Santana. Técnico: Antônio Carlos Roy.
Gols: Herrera, aos 14, e Loco Abreu, aos 43 minutos do primeiro tempo; Rodrigo, aos 29, Alessandro, aos 36, e Caio, aos 43 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Marcelo Mattos, Caio, Bruno (Botafogo); Adriano Magrão, Edmílson, Michel (Madureira). Cartão vermelho: Douglas Assis (Madureira).
Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ). Data: 26/01/2011. Árbitro: Péricles Bassols. Auxiliares: Wagner de Almeida Santos e Jackson Lourenço Massarra dos Santos. Público: 2.086 pagantes (2.536 presentes). Renda: R$ 47.690,00.

Loco Abreu, o supersticioso camisa 13 do Botafogo

Nesta sexta-feira 13, revelamos os rituais seguidos pelo atacante uruguaio

O Botafogo é um clube reconhecidamente supersticioso. A velha máxima que diz “que há coisas que só acontecem ao clube” prova bem isso. E ninguém melhor do que o camisa 13 para comprovar isso. Nesta sexta-feira 13, o GLOBOESPORTE.COM revela algumas das superstições de Loco Abreu, o uruguaio que jura de pés juntos que não acredita nesse tipo de coisa, mas que faz questão de seguir certos rituais.

Ilustração Loco Abreu chuveiro 620x470Loco Abreu não divide chuveiro com ninguém para não ter má sorte (Foto: Arte Esporte)

Um desses rituais é bem visível. O atacante joga com o 13 às costas. A justificativa é que ele não acredita que o número traga azar e, por isso, quer ele mesmo usar esse uniforme. Mas não para por aí. No vestiário, o jogador escolhe um chuveiro que só ele pode usar. Mais nenhum atleta pode utilizar o mesmo local para não trazer má sorte.

No intervalo dos jogos, Loco também segue uma rotina para ter boa sorte. Ele deixa todos os companheiros entrarem na frente para ser o último a pisar o gramado na volta para o campo. E, se fizer um gol, mostra os três dedos da mão direita para homenagear a esposa e os dois filhos.

– Eu não tenho superstição. A gente deixa isso para o Loco. Ele, sim, é cheio de coisa. Tem várias manias para ter boa sorte – revelou o lateral Alessandro.

Todos esses rituais têm andado um pouco longe do Botafogo. Loco ficou quase dois meses fora do clube para disputar a Copa do Mundo pelo Uruguai. Na volta, fez um trabalho de preparação física e chegou a ficar no banco na partida contra o Atlético-MG. Contudo, uma nova convocação, dessa vez para disputar um amistoso, fez a comissão técnica decidir poupá-lo da partida deste sábado, contra o Atlético-GO. O jogador ficou no Rio de Janeiro para fazer novo trabalho à parte.

Joel espera voltar de Goiânia e encontrar o atacante em boa forma. A expectativa é que ele tenha totais condições de encarar o Avaí na próxima semana. O jogo será no Engenhão, diante da torcida alvinegra, que espera que Loco traga sua sorte e seus gols de volta para o clube. No Mundial, as manias do atacante parecem ter surtido efeito, já que o Uruguai chegou às semifinais. Agora, é a vez de elas ajudarem o Glorioso na busca pelo título brasileiro.